Querida Guitarra
sexta-feira, setembro 30, 2005
  Só por causa das discussões
Muito se tem discutido ultimamente acerca do "ai, que a malta tem que cantar em português" e não sei quê e os outros que dizem "ah, mas eu sou espontâneo é a cantar em inglês" e vem o outro que "em romeno é que é bom" e salta logo um a dizer que "krakoviano é que rende"... Meus amigos, aqui em baixo está a salvação da música portuguesa - e não pensem que isto tem alguma coisa a ver com o movimento associado aos Polo Norte e dos Delfins e assim. Para quem não sabe ou ainda não percebeu como é que se escreve letras em português, tomei a liberdade de partilhar convosco a minha imensa sabedoria no assunto. Assim, os três primeiros módulos já se encontram disponíveis aqui em baixo. Os próximos, virão com o tempo, que o tempo tudo cura e tudo ordena. Só não volta é para trás. Vamos aprender por módulos, sim, como faz a malta que não acabou o secundário porque preferiu ir ganhar uns trocos na secção de charcutaria do Modelo e que agora se arrepende e se sente burro e analfabeto. Não fiquem assim: por módulos, com o tempo, tudo vai ao sítio. Vá lá, tudo a aprender.
 
  Como escrever letras fixes
1- Se te chamas Etelvino Fábio (ou semelhante), deves usar expressões acessíveis que remetam a acção para a tua pessoa e que também metam amor, romance, gajas que te deixam no altar e te enganam enquanto trabalhas a fazer pão, em rimas simples, eficazes e de preferência já conhecidas do grande público, do tipo:

"és tão bonita como a lua
eu muito queria te ver toda nua"

"cheguei a casa
na minha cama acompanhada estavas
tu, que eu tanto amava,
e que no fundo me enganavas"

"eu por ti podia morrer
porque só por ti vale a pena viver
neste dia-a-dia de tanto sofrer
a fazer o pão no forno a arder
enquanto tu ficas em casa
- na cama com o outro
um em cima do outro
a lambuzarem-se um ao outro -
a televisão não ver"


2- Se a tua banda se chama Totalmente Contra o Sistema Totalmente Opressivo (ou semelhante), deves formular a acção num presente abstracto no qual se encontra uma esperança num futuro que se adivinha de luta e resistência, estando tu e os teus amigos da secundária no centro da acção. As expressões devem ser agressivas e a linguagem deve ser herdeira dos vocábulos do Garcia Pereira mas com o vigor do poder de arremesso de um aluno da António Arroio. Assim uma cena do tipo:

"poder, poder, poder
só existes
para nos foder!
foder! poder!"
(grito gutural em todos os versos)

"aqueles que nos governam
só nos querem fazer
palhaços ou marionetas
ao serviço do poder!"
(grito gutural em todos os versos)

"ergue-te e revolta-te
a vitória já está perto
não deixes que transformem-te
num grão de areia dum deserto
dominado pelo poder
que só nos quer oprimir
e nem nos deixa espremer... hrum hrum...
que nem nos deixa exprimir!!!"
(grito gutural em todos os versos)


3- Se fazes parte de um power-trio chamado Nirvana (ou semelhante), as tuas letras devem ser poéticas, líricas, um bocadinho esquizofrénicas, auto-destrutivas e, de preferência, devem ser escritas sob o efeito de substâncias dopantes (esteróides anabolizantes e nandrolona é porreirinho; porém, há quem aconselhe heroína, cocaína e ácidos diversos como veículos mais rápidos para atingir um estado de alucinação bem mais consistente e profícuo). Nunca deves esquecer-te de que TU és o centro do mundo e que roda tudo à tua volta, especialmente depois de misturares a vodka com os ansiolíticos. E TU estás triste, deprimido e zangaste-te com a tua família e apetece-te sair de casa e ser independente, mas a tua mãe não te dá dinheiro para isso e tu ficas ainda mais chateado. Umas letras assim do tipo:

"acordei, cheirava a Outono,
não tenho trocos
o velho está teso, a velha está falida
aaaahhhhhhhhhhhh-oooooohhhhhhh
ó puta de vida..."

"ando-me a sentir em baixo
como se eu fosse uma sub-cave
onde se acabou o axe
aaaahhhhhhhhhhhh-oooooohhhhhhh
a minha vida é um entrave
à minha felicidade
e à dos outros à minha volta
também"

"não me apetece viver
não me apetece comer
a minha vida é um cinzeiro
cheia de cigarros a arder
como se fosse o mundo inteiro
em combustão
sem prazer
apenas sexo e solidão
nem me apetece foder
só jogar pinball
com o Mário, o Toni e a Ester
a tarde inteira
e depois não ir jantar"


(Para a semana contnuamos com as lições de "Como escrever letras fixes". Não percam. Aprendam com quem sabe.)
 
segunda-feira, setembro 26, 2005
  Oh, não!...


Estava eu ontem a ver a 1ª Companhia, a comer pipocas e a beber a minha Cergal quando, para meu pavor, ouço a declaração dilacerante de Armando Gama (para Valentina Torres):

"Meu amor, estou cheio de saudades tuas... mas, olha, tudo tem um lado bom. Sinto tanto a tua falta que me tenho fechado no estúdio e estou farto de produzir e compôr. A música está a vir, montes de música..."

Gostaria de pedir à senhora Endemol para expulsar urgentemente a Valentina Torres lá do programa. Está em causa a segurança auditiva dos portugueses e lusónfonos que ouçam a RDP Internacional.



(senhora Endemol, por favor pense no nosso bem estar: nós não queremos MESMO voltar a ver imagens destas.)
 
sexta-feira, setembro 23, 2005
  Pelo direito à expressão e à indignação
Como o meu bom povo auditivo sabe, eu vivo de e para a música. Toda ela. E se, muitas vezes, aqui defendo a música portuguesa, é porque gosto de muitas coisas que se fazem em Portugal e em português. Contudo, parece-me imprescindível não confundir o gostar - e até mesmo o "preservar" - da música portuguesa em português com a legitimação da exclusão automática de tudo o que seja português e cantado em línguas estrangeiras - com predominância para o inglês. Não nos esqueçamos dos Blasted Mechanism, dos Moonspell e dos Blind Zero, por exemplo - e cito estes porque são os que, nos últimos tempos, mais sucesso tiveram cantando em inglês sem deixarem de ser portugueses. Música é música e este tipo de cisões não é saudável para a música portuguesa, que já de si se encerra num perímetro mirrado e sem grandes horizontes. Vem tudo isto a propósito de um comunicado, em jeito de desabafo, com o qual tive contacto agora mesmo. Passo a citá-lo, na íntegra, e devidamente identificado. O autor não autorizou, mas a mensagem é mais importante do que a autorização.

"Quando pego numa guitarra ou num piano e deixo uma canção vir ter comigo, para nascer ou renascer comigo, se ela cantar em inglês ou numa qualquer outra língua que não seja o português, tenho de a mandar à mãe.

Tenho de o fazer porque a língua portuguesa musicada está em perigo, as novas bandas portuguesas andam quase todas a cantar em "estrangeiro" e soam todas a coisas que já existem.

Tenho de o fazer porque nasci em Portugal, é a minha obrigação enriquecer a cultura da língua materna, a mesma que as pessoas perto de mim falam e sentem, é nela que melhor me saberei expressar.

Tenho de o fazer porque as pessoas do meio já decretaram: o português é obrigatório nesta segunda metade da 1ª década pós fim do mundo.

Tenho de o fazer porque só se canta em inglês para que as palavras soem melhor, é mais fácil, qualquer lugar comum soa uma maravilha.

Tenho de o fazer porque os artistas portugueses que mais visibilidade tiveram além fronteiras cantavam e cantam em português.

Tenho de o fazer porque muitos artistas portugueses de cujo trabalho respeito e admiro já vieram mostrar a sua preocupação pelo perigo de morte que corre o uso da nossa língua na nossa música.

Assim, mesmo que não queira, mesmo que me pareça errado tamanho aborto artístico, quando uma canção nascer eu vou arrancar-lhe a parte da alma que não canta em português e vou deitá-la fora, porque não sabe bem aos meus pares que fazem as coisas de uma forma diferente da minha ouvir tamanha afronta. Vou deixar de ser ... expontâneo.

(H)À liberdade na música.(?)

Rui Gaio - My Tie"
 
terça-feira, setembro 20, 2005
  Rumo ao Sul
(Publicidade anti-constitucional e institucional)

Depois de ter inspirado o ar fresco das margens do Douro numa sub-cave com aquecimento termo-nuclear na Rua de S. João, à Ribeira, a feromona decidiu desta vez deslocar o seu talento rumo ao imenso Sul. A ocasião é apropriada: realiza-se, este fim-de-semana, mais uma edição das Jornadas da Juventude de Aljustrel. Assim, a feromona participa nessas mesmas jornada, realizando um concerto, a partir das 17h00 (há mais bandas em cartaz e o alinhamento final ainda não está definido...), no Sindicato dos Mineiros, na vila de Aljustrel.

Para os órgão de comunicação social da especialidade, em particular, e para o público ouvinte, em geral, aqui deixo o que a feromona me disse que ia ser o alinhamento previsto para mais uma actuação que se adivinha, no mínimo, memorável:

1- Paquiderme Magrinho
2- Vodka
3- Manifesto Pessimista (em estreia mundial absoluta)
4- Conto Infantil
5- Crocodilo
6- Latina Woman
7- Mánif (em estreia mundial absoluta)
8- Mustang
9- Balada do Encore
10- Cataclismo (Big Crunch)


Resta acrescentar que esta será a primeira actuação deste power-trio lisboeta a Sul do Tejo e uma das 20 primeiras em território nacional. Como diriam os próprios, "o que é que vocês querem, os palcos europeus fascinam-nos..."
 
quinta-feira, setembro 15, 2005
  Publicidade institucional (tipo, grátis)
New Sounds of Portugal v3.0

ATENÇÃO QUE ISTO É NO parque palmela EM CASCAIS!!! Não é em Palmela, é em CASCAIS!!!



(Olá, eu sou a Adriana Lima e sirvo apenas de isco para vocês lerem a publicidade institucional. Sou muito saudável. E virgem.)

dia 16 de Setembro

BOITEZULEIKA
VOICES IN YOUR HEAD
MAZGANI

parque palmela | 21h30


dia 17 de Setembro

BUNNYRANCH
LINDA MARTINI
LUPANAR
JORGE CRUZ

parque palmela | 21h30


Mais informações em:

http://olhoaberto.martelozero.com

Organização: associação 100 ideias.
 
terça-feira, setembro 13, 2005
  Now, listen carefuly...


É só clicar aqui.
 
segunda-feira, setembro 12, 2005
  Enganos ao vivo - pregos sobre as tábuas
É por esta altura que o público já bufa. O desespero apodera-se de quem está à espera, lá em baixo, com as luzes apagadas, os cigarros em consumo acelerado, já há poucos trocos para as cervejas surradas e em copo de plástico, a banda de abertura just sucked e isso. Nisto, há alguém que diz "epá, 'tou sem ganza". É o pânico. O grupo entreolha-se, estupefacto, embora ninguém veja mesmo a cena do grupo a entreolhar-se estupefacto porque as luzes estão apagadas e o pavilhão Carlos Lopes é escuro tipo... assim tipo qualquer pavilhão coberto que tenha as luzes apagadas durante a noite. Alguns lá atrás começam com ondas humanas e há quem grite, como se fosse uma claque de futebol, bi-shit-grunf bi-sirley-gnorf e a gente, que ainda anda pelos bastidores - a gente diz backstage, mas aí o povo auditivo é meio ignorante -, ia a dizer que a gente não percebe muito bem o que é que o povo auditivo presente quer dizer com aquilo, uma vez que o nome da banda é Vícios Amorfos. "Bifes a montes?" pergunta um segurança de palco. "Era os da primeira parte? Gandas palhaços...they suck... bluuuuuuurghhhh" O seu modo de comunicar causa espanto entre as hostes musicais. A malta - os artistas - têm sensibilidade na cena da comunicação e isso. "Como é que é? Entra-se ou não?" "Espera aí, ainda falta o Jonas" "Ainda?! Dasssse...". O Jonas era o baterista. Estávamos todos sentados nos degraus à espera que o Jonas saísse da retrete. "Aquilo é crise?" "Não. Enganou-se, pá. Foi à pochete da namorada para lhe sacar os drunfos e afinal o que apanhou foi o Dulcolax..." Isto é verídico. Malas de gaja, já se sabe.
 
segunda-feira, setembro 05, 2005
  Serviço Musical Obrigatório
Para os milhares e milhares de curiosos, fãs, críticos, veneradores e afins, aqui fica a boa nova: a feromona já tem on-line alguns dos seus temas no seu spot. Constam desta exposição internética as músicas Mustang, Paquiderme Magrinho, Vodka e Conto Infantil. Boas audições!
 
sexta-feira, setembro 02, 2005
  Breve interrogação acerca do estado das coisas na música pimba
Estou farto de ouvir na rádio e na televisão que não sei quê que as coisas estão mal para o Luís e Ana. Eu não conheço esse duo, mas a ser verdade, será mais um folhetim a juntar ao da Valentina Torres e do Armando Gama. Diz que até andavam à porrada e tudo...
 
  Músicos freak


João Aguardela é um homem sem escrúpulos! Agora anda com essa da Naifa, lá com os amiguinhos dele - aquele podre dos Despe e Siga, o como é que ele se chama?... o Varatojo, esse mesmo. Ordinário... Pior! Esse tal Varatojo até chegou a homenagear a Sandra, naquela música, A Festa, uma remodelação tuga de uma música qualquer estrangeira, provavelmente espanhola e ainda mais provavelmente chamada Fiesta - na música ele cantava qualquer coisa como "E a Sandra com o seu acordeão / dá os acordes do refrão / (...) e estava eu mais a Maria / e uma garrafa de Casal Garcia / (...) venham daí rapaziada / começa a festa não tarda nada". E agora vejam lá onde anda a Sandra com o seu acordeão. Não vejo ali festa nenhuma por perto. E há quem diga que, em vez do Casal Garcia, agora bebe-se é Casal da Eira, daqueles de pacote que as mães usam para temperar a comida. A Sandra mal come, olhem para aquela figura. Ela, que dantes era uma matulona valente - pudera, acartar com um acordeão e passar hora e meia aos pulos ao lado do doidivanas do Aguardela, dá caparro, toda a gente sabe - agora, pousada ali na esquina do Meskal, parece um farrapo, uma velhinha andrajosa, uma rapariga curtida pelo sol e pelo vinho e pelas noites ao relento a alugar o corpo e a tocar os botões do instrumento como se fosse uma pessoa ceguinha como aquele senhor que toca o pífaro com teclas ali na Rua Augusta, que atira uma só nota por compasso para não se confundir porque tem que ir tacteando no teclado para descobrir se as notas estão certas ou erradas. Normalmente estão erradas. O fim dos Sitiados foi o fim da Sandra e o início da decadência do seu acordeão. Cada vez que passo por ela, até tenho pena, coitada, a tirar a buchinha da alcofa, pão rijo que mete dó!, e a trincar aquilo com os dentes que lhe sobram... Aquele Aguardela mete-me nojo...
 
quinta-feira, setembro 01, 2005
  QG Teste - Classificação final
Ora, para grande vergonha vossa, aqui publico a classificação final geral individual do concurso da Querida Guitarra para testar a ignorância que ostentais, sem qualquer tipo de pudor. As respostas, volto a afirmá-lo, não ficaram aquem do esperado. Pelo contrário, até houve quem acertasse na Sopa dos Censurados ou nas Facas em Sangue dos Mão Morta. E houve mais: a surpresa da jornada, uma exibição de todo o esplendor da vossa inaptidão auditiva, veio do (da?) Ni, com os "Magníficos" Dias Atlânticos atribuídos aos Xutos & Pontapés. Terá julgado que o Tim e o Zé Pedro haviam substituído, à altura, o bom velho cavalinho pela caixinha do rapé, suponho. De destacar ainda o entusiasmo com que alguns concorrentes divulgaram ao mundo o seu nome, assinando respostas que julgaram brilhantes só porque descobriram que "uma delas" era do Jorge Palma. Brilhante, meus caros, brilhante. Até porque as letras do Palma mudam todos os anos, três vezes ao ano, tal é a quantidade de álbuns originais que aquela boa alma musical produz... Bom, mas vamos ao que interessa. Resta-me acrescentar que, para acentuar o vosso sofrimento e humilhação, criei várias categorias só para que os nomes de todos possam surgir nesta página amarela que vem pelos meus dedos.



(Andar de orelhas em pé, não basta. Há que ouvir música com qualidade.)

Classificação geral individual final:

1º Duarte Um Órgão (7 respostas correctas + 1 incompleta)
2º Superminizinha (3 respostas correctas)
3º Z (2 respostas correctas)
4º Ni (1 correcta + 1 bastante inventiva)
5º Olga (1 bastante incompleta)
6º Vareta Funda (Nenhuma)

Prémio Resposta "acho que é daquele gajo"

-Olga ("Jorge Palma não é objectivo, nem nunca será, do meio-ignorante povo auditivo. E já agora, foi o único que reconheci. Logo,não sou ignorante" - sic)

Prémio "actualiza-te meu":

-Z (duas respostas?!... Só?!...)

Prémio "eu tenho uma imaginação fértil à brava e respondo com bastante humor"

-Ni ("12 - Magníficos dias Atlânticos - Xutos (...)Agora, vou dar oportunidade a outros." - sic)

Prémio "errrr..."

-Vareta Funda ("Eu gosto mais do "Boa ou Má Arte" da Adelaide Ferreira... Assim não vale. Só pões coisas modernas..." - sic)

Prémio de consolação "deixa estar que depois logo me pagas um mini e passas tu para primeiro"

-Superminizinha (2º classificado - sabes que em Portugal também há músicos? A sério, ainda ontem vi um!...)

Prémio "toma lá, pronto, ganhaste"

-Duarte Um Órgão (vencedor da cena)

E pronto, meus caros deficientes auditivos, por hoje é tudo, mas não pensem que escapam. É preciso ouvir mais música portuguesa, pá. Eu bem avisei para concorrerem como anónimos... Ai, se as vossas mães lessem isto, haviam de ficar muito orgulhosas dos rebentos que deram ao mundo, haviam!...
 
A música vista por dentro. A vida tocada em guitarradas ruidosas. Cuidado com o feedback.

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