Querida Guitarra
sexta-feira, outubro 28, 2005
  Músicos fixes

Aproveitando a presença de holandeses endinheirados no pátio em frente, a banda foi fazendo o sound-check ao ar livre de modo a obter alguma fluidez financeira

Os Lego fazem a sua estreia absoluta, amanhã à noite, às 22h30, no novíssimo e quase por estrear Sítio do Cefalópode, no Largo do Contador Mor - como quem vai do Miradouro de Santa Luzia para o Castelo de S. Jorge, ali naquele largo que tem uma esplanada que costuma estar cheia de camones a beber canecas e fazem eles muito bem, que eu, se tivesse dinheiro para isso, também para lá ia e deixava-me de minis de uma vez por todos. Ora, a entrada é, sobretudo, gratuita. Acho eu. Não sei se já disse, a banda chama-se Lego e o sítio é do Cefalópode.
 
quinta-feira, outubro 27, 2005
  Músicos freak (com fotolegenda)

"eh eh eh, a seguir é sem mãos", graceja Pedro Silva fazendo rir o cozinheiro e dois empregados de mesa que não percebem português mas que riem muito

Rapazes atentos à moda, os Corvos, que já antes se haviam inspirado nos estrangeiros Apocalyptica, optam pelo revivalismo MTV dos middle 90's e fazem-se à estrada numa tournée unplugged. E já que estamos numa de estrangeirismos, por que não dizer que os Corvos tocaram em backwards, como a foto tão bem ilustra? Mais: como se não bastasse tocarem de costas para o público - público esse que, como se vê lá por trás, aproveitou a disposição dos músicas para "ir só ali à casa de banho" -, ainda o fazem em rewind. E isto é giro de imaginar: O Circo de Feras num cover dos Corvos já tem o seu quê de comédia. Em rewind torna-se hilariante. Só lhe falta o slow motion. E vou parar por aqui, que se me acabou o vocabulário inglês. No entanto, foi um bom exercício, tendo em conta que a permissa inicial era apenas "dois idiotas sentados ao contrário em cadeiras, muito provavelmente, num restaurante chinês da Baixa lisboeta - a julgar pelas cadeiras - e a tocar instrumentos de cordas com pauzinhos - ah-ah! mais um indício de chinezice!". Temos portanto que os Corvos foram comer ao chinês!
 
terça-feira, outubro 25, 2005
  Scchhhhiiiuuu... por favor... hei, vá la... hru-hrum...
Peço a vossa atenção para uma nova categoria de links, acrescentada agorinha mesmo, ali na barra lateral, inteligentemente designada como "Novas Canções". Bem sei que, uma vez mais, a ideia é de um brilhantismo reluzente, passe a redundância. Aliás, esta ideia surge porque, com o avolumar dos links, temo que, muitas das vezes, as novidades passem despercebidas aos olhoe do meu embaciado povo auditivo. Assim, fica feito o aviso: visitem a coluna com os novos links. Vale a pena.

Obrigados e podem continuar na conversa que eu já disse o que tinha a dizer.
 
sexta-feira, outubro 21, 2005
  Constatação
No início de uma carreira musical, sobes a um palco, dás o teu melhor durante duas horas, aplicas-te e, chegado o fim do gig, pensas "p'ra quê, caralho? Parece que 'tá tudo a dormir..." Vá lá que meia-dúzia de familiares e amigos te bata palmas previsíveis e pouco entusiastas no intervalo entre as músicas do set. No fim, fingem que estão a pedir encore. No fundo, estão tão desejosos que aquilo acabe como tu.

Quando te tornas famoso e vendes discos à fartazana e tens dinheiro p'ra cenas tipo coca e fins-de-semana em SPA's e jactos privados, tens 30 mil macacos a olhar para ti, sobes ao palco, dás uma nota solta e dizes "hey!". É vê-los em delírio! Os gajos nem acreditam, gostavam de ser cool'es e ter pinta como tu, dão saltos, grunhem "yeeaahhhhhh" e cenas desse estilo. Há quem atire a ganza p'ró chão ainda a meio do charuto só p'ra bater palmas! As gajas então até se perdem: esticam os braços p'ra ti e fazem, "ahhhhhhhhhhh!" em gritinhos histéricos e incontidos, choram, ficam ranhosas de emoção. As que eu gosto mais são aquelas que, às cavalitas do namorado, levantam a t-shirt e mostram as mamas. E porquê? Porque chegaste ao palco, deste uma nota solta e exclamaste "hey", eis o porquê. Porque te adoram. Porque sonham contigo. Há quem se venha... As gajas das mamas, quase de certezinha.

Isto tudo a propósito do post anterior. Tem dias em que escrevo páginas e páginas de brilho, inteligência, argúcia, perspicácia, sabedoria... e quantos comentários? Três ou quatro, quase todos a dizer "como é logo à noite? 'Tás por aí?" Ontem escrevo uma linha e o que acontece? O meu súbdito povo auditivo delira, até se esfrega no teclado, no rato, no monitor...

Olha, p'ra vocês: Hey! (tcherlooooiiiiinnnn....)
 
quinta-feira, outubro 20, 2005
  Pensamento do dia
"Eu se calhar devia postar qualquer coisa, tipo uma cena fixe".

(Guitarrista Famoso)
 
sexta-feira, outubro 14, 2005
  Linda Martini unplugged
Não foi bem como estava previsto e os cartazes anunciavam e que era assim que diziam: "Vicious Five e Linda Martini, 22h00, Faculdade de Letras, 2 euros". Só a parte dos 2 euros é que estava certa. Chegámos, eu e mais o Baixista Famoso (aka Brigitte Bardot), já era quase meia-noite e ainda o Pedro dos Linda Martini estava à porta. Feitas as contas, se os Vicious Five é que eram cabeças de cartaz, isto significava que eu e mais o Baixista Famoso tínhamos chegado a tempo. Ôba-ôba! Assim até valia a pena pagar os dois euros... É o vales!

Os rapazes de Queluz - os tais Linda Martini, banda sobre a qual a minha curiosidade muito tem crescido graças às contantes alusões que a projectam como "next big thing" -, que são cinco, usam três guitarras, têm uma baixista e uns amplificadores à maneira, ainda não tinham aquecido o segundo tema já o disjuntor da sala disparava. Kaput - acreditem se quiserem: ninguém sabia onde ficava o quadro eléctrico, numa primeira fase; numa segunda fase, depois de terem mandado vir um segurança que "sabia onde era o quadro", ninguém tinha a chave (?) do quadro. Um conselho para a AE da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa: atentem na cena da electricidade SEMPRE (MAS SEMPRE MESMO!) que quiserem organizar um concerto não acústico. É que a corrente eléctrica dá jeito para acender as guitarras...

Foi assim o concerto dos Linda Martini com Vicious Five. Ainda esperámos, até às duas da madrugada, gastámos todo o tabaco que tínhamos, juntamente com todo o dinheiro que tínhamos. Antes de irmos embora, tentámos reaver o dinheiro das entradas - pelo menos. Mas era muito burocrático e o Baixista Famoso estava cheio de fome. Fomos embora, levantámos dinheiro, e comemos hamburgueres-tenebrosos, todos besuntados com maionaise e ketchup, numa roulotte no Cais do Sodré. A seguir palitámos os dentes e depois fomos para casa.
 
terça-feira, outubro 11, 2005
  Músicos freak


"Continuas chamando-me assim:
bebé"

(Romana)
 
segunda-feira, outubro 10, 2005
  Garganta Fundamental: 1º Relato
Sejamos claros: estes gajos são um bocado dados uns aos outros. Se estou a falar de sexo? Sim, estou. Por várias vezes houve coito aqui na casa da Garganta Fundamental. E não falo apenas do coito à maneira católica. Falo também do interrompido - já me aconteceu duas vezes, as portas não têm fechadura... -, do oral e de outras versões mais danificantes do organismo, segundo parece. Os principais intervenientes neste outro género de coito na forma passiva são o Guerreiro, a Rita Guerra e, pasmem-se, o João Pedro Pais. Muito esse Olavo Bilac tem trabalhado em prol da satisfação invertida dessa gente com hábitos sodomitas, os endemoninhados! Seguramente que se estivesse aqui o Padre Borga as coisas não levariam este rumo. Com o Padre Borga por perto, de certezinha que o coito seria mais regulamentar. Resta-me apenas acrescentar que eu e a Malhoa nos temos dado bem. O Palma está a compor uma música em que, na terceira quadra, até tem uma passagem que diz "não desfazendo de ninguém / o Guitarrista é que malhou-a bem" - isto, naquele tom à la Palma "o Guitarristéq'malhou-a beeeeem". Gosto do Palma e do decote da Ana. Por mim, sai esse devasso do Bilac. Anda aqui só a fazer chafurdice. Em vez de aproveitar para compor à guitarra, entretem-se a descompor com o órgão. O Guerreiro e o Pais, se querem abandalhar, entretenham-se lá um com o outro. Ele há gente...

Quadro das nomeações:

-Jorge Palma (2)
-J.P. Pais (1)
-Olavo Bilac (2)

Expulso: Olavo Bilac

(Podem começar a votar para a próxima expulsão. Escusam de votar em mim, que eu tenho imunidade artística.)
 
quinta-feira, outubro 06, 2005
  Reality Show Blogovisivo
Confesso: os reality shows com gente famosa dão-me vontade de comer batatas fritas e beber cerveja Cergal enquanto me estupidifico em frente à televisão. Se há telelixo valoroso então esse dá pelo nome de reality shows com gente famosa. Entretém, faz rir e dá-nos a conhecer a intimidade de personagens que povoam o nosso imaginário como fazendo parte da galeria dos famosos - temos, por exemplo, um Pedro Ramos e Ramos, uma Diana Chaves, um Ricky, um Viktor Viktor ou uma Vânia.

Ora, eu estou sempre a par da actualidade e nestas coisas da comunicação sociável - não confundir com comunicação social, isso é diferente; comunicação sociável é esta onda dos blogues onde uma pessoa escreve, ensina o povo, faz de guru e vocês, gente simples e popular, vêm cá e comentam: daí a sociabilização da cena - convém não perder o comboio e ir com a maré. Vai daí, o que é que eu me lembrei? Tive a genial a ideia de ficcionar um reality show composto apenas por músicos, no qual eu participasse. Vai chamar-se Garganta Fundamental e conta com várias figuras de destaque na nossa cena musical, mais um brasileiro grande para animar a situação e dar show de bola p'rá galera, né?

O brazuca eleito é, como não podia deixar de ser, o João Gordo dos Ratos do Porão. Ainda pensei na Fafá de Belém... Mas essa fica para uma segunda edição. Depois temos, para além de mim, Guitarrista Famoso, e do Gordo, mais três homens e uma indefinição: João Pedro Pais, Jorge Palma, Olavo Bilac e Nuno Guerreiro. Do lado das mulheres, temos a Xana, dos Rádio Macau, a Tonicha, que passou à reforma, a Ágata, porque evidentemente, a Ana Malhoa, a Rita Guerra e, last but not at all least, a Nucha. E eu nunca sei se Nucha é com "ch" se é com "x". Aqui na Garganta Fundamental fica com "ch" que é mais "ch"ique. :) (piadinha acéfala)

O esquema é simples e semelhante ao dos outros reality shows. Cada um por si, todos a dizer mal uns dos outros, a Júlia Pinheiro não entra, eu vou fazendo relatórios enviesados do que se passa lá na casa e vocês votam em quem querem expulsar. A vantagem é que não há galas de expulsão e as nomeações são claramente manipuladas, pelo que posso assegurar que eu nunca serei nomeado - escusam portanto de votar em mim. Votam só em quem eu disser e pronto: o mais votado é expulso da casa. Para começar, de todos os que constam da lista, quem é que vocês expulsariam? Está aberta a votação.
 
A música vista por dentro. A vida tocada em guitarradas ruidosas. Cuidado com o feedback.

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