Querida Guitarra
sexta-feira, julho 29, 2005
  Actualização: QG Fest
Lisboa debaixo do chão

Há mais duas bandas nas fileiras do festival-encontro-reunião Querida Guitarra:

-Common Strange Fluid
-UmmaDjam


Escasseiam as vagas em aberto... pelo menos, se se pensar em apenas uma edição do Fest.

Até daqui a nada. Agora, tenho que ir de férias. Bom trabalho! :))))
 
quinta-feira, julho 28, 2005
  QG Fest 2005
"Lisboa debaixo do chão"

Começo por responder à pergunta frequente "porquê mais um festival, se já há tantos"? É simples, meus caros. Este não será mais um. Com todas as virtudes que os festivais de música possam ter - e que as têm, da heterogenia à diversão, passando pelas possibilidades de novos conhecimentos (bandas, gajas/os, doenças de pele, bebidas, insectos, etc.) -, a verdade é que são concebidos com propósitos meramente financeiros - desde a bilheteira às concessões, não esquecendo a própria promoção/divulgação dos artistas. Não é que isto tenha alguma coisa de errado, pelo contrário. Eu gosto de festivais. Acontece que o QG Fest não será isso.

O que será, então, o QG Fest?

Um encontro, uma reunião, uma confluência, uma festa. Eventualmente, uma confusão. Serão várias as correntes artísticas levadas ao palco: música (concerto e DJ'ing), performance (sim, haverá um mestre de cerimónias), projecção de vídeo e uma exposição de pintura que constituirá o cenário envolvente. O objecto desta reunião será o prazer de estarmos todos juntos, ouvindo a música de uns e de outros, partilhando o palco e a plateia, sem qualquer outro objectivo que não seja o conhecimento e o deleite. Ok, também se bebem uns copos e, com boa publicidade, é natural que haja miúdas... Whatever, já me perdi. Humm... Estava-me a sair tão bem o discurso.

O mote "Lisboa debaixo do chão" é para ser levado à letra: se tudo correr bem, a sala será mesmo debaixo do chão. E as bandas não serão daquelas que fazem manchete no Blitz. Por enquanto - daqui a uns tempos é natural que as façam. Mas, para já, interessa que se divulguem estes nomes emergentes da música non-mainstream lisboeta. É importante que as pessoas tenham a oportunidade de festejar com estas bandas e de ouvir o seu som sem ser por mais nada: apenas para as conhecer.

Os sons que estarão representados neste QG Fest são (até ao momento, pelo menos, e segundo as pré-confirmações recebidas): rock, reggae, punk, grunge, stoner rock, jazz, rock e mais rock. Para terem uma ideia da fusão sonora, ela acontece dentro das próprias bandas - há algumas que juntam reggae, jazz e rock em português, por exemplo; outras fundem as malhas dos blues com as acrobacias do jazz; outras pegam no punk e fazem-nos cheirar a grunge... Haja diversidade que a festa é garantida. Haja qualidade, que não há perda de tempo.

Resta-me acrescentar as bandas que, para já, aceitaram o desafio da Querida Guitarra:

-feromona
-Baradudu
-TV Rural
-Madcab
-Diana Jones and the Vietnam Whiskey Dancers


Nada está garantido (são apenas PRÉ-confirmações), mas tudo está encaminhado. O QG Fest está em andamento.
 
terça-feira, julho 26, 2005
  Melhor diálogo do fim-de-semana
Este domingo foi dia de audições para vocalista para o meu projecto mais recente, os Quenga Apática. A onda é tipo... fixe. Estávamos eu, o baixista, o baterista, o motorista e o audicion... auditiv... auditocion... um rapaz que queria ser nosso vocalista e que estava lá dentro, no estúdio. Eu intercomunicava com ele pelo intercomunicador.

(Eu): Oh... (virando-me para os outros)... como é que ele se chama?
(Baixista, que tem jeito para nomes): Té.
(Eu): Ãh?
(Baixista): Té.
(Eu): Té?!... É japonês?
(Baixista): Nope. É meio... vzzztt... tu sabes... (motorista e baterista riram com escárnio miudinho)
(Eu, pelo intercomunicador, que o gajo estava no estúdio, lá dentro): Oh... Té... é Té não è?
(Baterista, cantarolando samba): ah-tététété té-té-té tétété...
(Té): É. Té.
(Eu): Pois... oh Té, isto não te está a correr muito bem... pá.
(Té): Té.
(Eu): Ãh?
(Té): Não é Pá. É Té.
(Eu): 'Tá.
(Té): Té.
(Eu): Ok ok ok, já percebi que é Té. Mas ouviste o que eu te disse?
(Té): Sim... que já percebeste o meu nick.
(Eu, para os outros na sala): O quê?
(Motorista): O nick.
(Eu): Mas qual Nick?
(Baixista, que tem jeito para nomes): Não é Nick de Nick. É nick... como em "nick". Com minúscula.
(Eu, decidido e confuso): Pá, oh Té, não me confundas, meu...
(Té): 'Tá.
(Eu): Olha... essa maneira de cantar é... pfffff... assim a puxar ao abichanado, meu...

(baixista, baterista e motorista riram com escárnio miudinho. O motorista engasgou-se com a cerveja.)

(Eu): 'Tão?!... Estamos a brincar? (ligando o intercomunicador) Ó Té... 'tás a ver a cena?
(Té): ... errrrrrrr... não, man...
(Baterista): Guitas, deixa que eu falo com ele. (liga o intercomunicador) Pá, Té... 'tás a cantar tipo... parece que tens um dedo enfiado no rabo...

(o motorista rebolou a rir)

(Eu, para o baixista): Qual é a piada?
(Baixista): É que o gajo é... tipo... vzzzztt... tu sabes... Té?!... Que raio de nick é Té?... Não é?
(Eu): Ãh?...

(Té): É o meu tom...
(Baterista): Pois... mas é um tom de merda... Não dá para fazer mais voz de... sei lá... de homem?
(Té, ensaiando o cantarolar): "regava-te com petróleo / de um candeeiro velho / que tenho lá em casa"...
(Baterista): Não, não, não... pareces o Michael Jackson...
(Eu, apoderando-me do intercomunicador): Oh Té... mais garra, meu... tipo "REGAVA-TE COM PETRÓLEO / DE UM CANDEEIRO VELHO / QUE TENHO LÁ EM CASA"...

(Motorista): Ouvi dizer que havia vocalistas que usavam essa técnica.
(Baixista): Qual técnica?
(Motorista): Isso... do... da cena... de meter o dedo no rabo... p'ra cantar mais fino.
(Eu): 'Tás parvo?
(Motorista): A sério... Eu acredito que sim. Olha, por exemplo aquele chavalinho da Ala dos Namorados, o... como é que ele se chama?
(Baixista, que tem jeito para nomes): O... não sei quantos Guerreiro... Nuno! Nuno Guerreiro.
(Eu, convictamente incrédulo): O Nuno Guerreiro mete um dedo no rabo?... E depois canta?
(Baterista, fumando, pensativo): Yá, faz sentido...
(Eu): Man, vou-me embora...
(Baixista, bebendo, pensativo): É capaz de ser verdade, yá...

(Eu, pelo intercomunicador): Oh Té... tu... usas alguma técnica especial... p'ra cantar?
(Té): Bem... eu... (SOCO NO INTERCOMUNICADOR!)

(Eu, visivelmente irritado): Olha, arranjem-me um vocalista como deve ser! (gritando lá para dentro) TÉ, 'TÁS DISPENSADO! (para os outros) VOU BEBER UMA MINI!!!
 
quarta-feira, julho 20, 2005
  Músicos freak


Todos os anos, por esta altura, António Sala cumpre o seu ritual: põe a gravata evocativa do Quarteto 1111, pega no baixo sem cabeça e sai para a Rua Ivens, a meio da tarde, aproveitando a hora da eucaristia na Renascença para bater umas malhas e sacar uns slaps. O seu ar compenetrado deixa adivinhar-lhe um pensamento: "hummm... devia ter vindo de t-shirt, que isto 'tá cá uma brasa..." Quando se sente cansado, Sala sobe ao escadote e senta-se. Por vezes aproveita a visão mais abrangente que a subida ao escadote lhe proporciona para deitar um olhinho pela arquitectura da zona do Chiado. Observador, este António. E sensível! Afinal, por detrás daquele bigode mítico, também existe um ser humano.
 
terça-feira, julho 19, 2005
  Comunicado: QG Fest 2005
As bandas interessadas em integrar o cartaz do primeiro festival da Querida Guitarra deverão contactar o Sr. Guitarrista Famoso através do e-mail exposto aí à direita.

Acrescenta-se que toda a operação está em marcha.

Passai a palavra.
 
  Não gostei do meu último post
Por isso apaguei-o.





Quem manda aqui sou eu.

(PS - Ando desinspirado. Alguém tem uma musa?)
 
quinta-feira, julho 14, 2005
  Shortlist humanitária
Artista que é artista deve ser ambicioso em relação à linhagem. Os seus genes devem ser perpetuados pela história da humanidade. Há que disseminar a sua sensibilidade, o seu intelecto, o seu carácter, o seu talento. Deixar a semente em terrenos vários e, de preferência, férteis. E bem parecidos. Aqui fica uma breve lista de miudas que constam da minha shortlist para eventual procriação. Só assim o mundo ficará em boas mãos depois do meu desaparecimento. Que um artista, mesmo um dos grandes, mesmo um génio, é perecível. Toda a existência é efémera. E a humana é fugaz.



(Shannon Elizabeth, actriz. Com este aspecto, e depois de eu ter sido tio, esta miudinha desperta em mim o instinto maternal. Procriemos, então.)



(Fergie, cantora dos Black Eyed Peas. Este é um daqueles casos em que o meu lado nasty vem ao de cima. Dá-me vontade de lhe deturpar aquela barriguinha magnífica. Dá-me um impulso fecundatório difícil de controlar.)




(Kylie Minogue, estrela pop. Experimentalismo e solidariedade são duas palavras que me ocorrem quando penso em ter um rebeneto com a Kylie. Experimentalismo porque será uma fusão interessante: a minha genialidade audaciosa + o seu corpinho tenro e o seu espírito pop-star = grande incógnita. No entanto, acredito num resultado positivo. Solidariedade porque me preocupo com a rapariga. O seu relógio biológico está quase a dar as 12 badaladas. E depois, meus amigos, vêm os afrontamentos, as depressões, etc. O melhor é fazer-lhe um filho o mais depressa possível.)




(Alicia Keys, cantora. Com uma voz imponente e uma presença vistosa, nAlicia não me passa indiferente. Pelo contrário. Se eu tivesse um harém, Alicia seria uma nº 3 ou nº 4.)

Haverá muitas outras. E até aceito sugestões. O importante é que haja qualidade na fusão genética e que destas barriguinhas bem trabalhadas saia um rebento que venha iluminar a humanidade como eu vos ilumino a vocês. E que estas futuras mães augurem segurança e qualidade na fase da amamentação, que é coisa fundamental no desenvolvimento da criança. Chamem-me altruísta.
 
quarta-feira, julho 13, 2005
  Guitarrista is back


Artista que é artista regressa em grande.

Uma nota curta apenas para dizer que perdi os comentários da Haloscan. Em compensação, a Comment This foi reactivada - e eu aproveitei para recolocar a ordem. Ou seja, os bonequinhos que sempre fizeram as nossas delícias estão de volta. E não estou a falar de cenas insufláveis.
 
segunda-feira, julho 11, 2005
  Cum cuarago, ganda ciena man
O cheiro a criolina não enganava ninguém: mais meia-hora de idas constantes ao WC e a intoxicação antecipar-se-ia ao estado de embriaguês profunda - que aliás viria a revelar-se agravado pela inalação não só do aroma mictocriolínico, como também pela aspiração de fumos nocivos (havia fogo nos arredores de Sta. Maria da Feira. Cheirava a carapaus assados. Flora esquisita a do distrito do Porto...). O bar é giro: um rés-do-chão dançante com uma escadinhas descendentes. Lá em baixo, na claustrofobia de uma cave com uma multidão fumegante, estava o palco. Pequeno. Quente. Abafado. Em cima do público. Debaixo do chão. No meio de uma nuvem de xámon.

Como é que eu sei isto tudo? Ora... eu estive lá.

Vi e ouvi, a pouco mais de 70 palmos - dos pequenos - a estreia absoluta de uns rapazes etiquetados de Under... Annnn... rerdo... espera... Un-re-tro-fied. Unretrofied. Lê-se "fáide" e não "fide". Bonito nome. É é difícil de pronunciar, embrulha-se assim "annnrerdorf...", não é fácil de dizer. Mas soa bem. O som deles não é fácil de definir. Digamos que se trata de uma fusão entre o que de mais industrial existe e aquilo que de mais natural e selvagem subsiste: um misto entre rugidos de leão desafinado misturados com o som melodioso de um martelo pneumático sem sentido rítmico. À parte isso, são bons rapazes e ainda vão a tempo de repensar o rumo a dar à carreira. Talvez dá-la por finda não fosse uma opção a descartar. Têm perfil para a queda meteórica, isso posso assegurar - quanto à ascensão... E não deixa de ser curiosa a capacidade que tiveram de homogeneizar todo o som, da primeira à última música: não se percebeu uma única nota. Julgais que exagero? Pois perguntai a outras testemunhas. Nota: 1/10.

Seguiram-se os esforçados e nostálgicos "late eighties/early nineties" King Buzz. A criatividade e o feeling esbarraram inevitavelmente numa tentativa sempre exagerada de teimar que o Kurt Cobain ainda é vivo, ainda tem 18 anos e, acima de tudo, compõe para eles. É uma pena. Com a garra que mostram, a concentração que denotam e o trabalho que se nota que têm - para além do bom gosto em certos detalhes de arranjos das músicas -, estes King Buzz poderiam, caso construíssem uma personalidade criativa mais independente e vincada, impressionar o público. O concerto não foi mau, longe disso. Uma voz afinadinha, atitude simples mas dedicada, uma baixista a dar o toque e... o ponto fraco: um baterista ainda à procura do norte - rapaz, o norte é aí. Orienta-te... Ainda assim, um caso a rever com mais calma, noutro ambiente. Nota: 5/10.

Depois dos Buzz, subiram ao palco os Feromona. Banda já conhecida destas andanças e do meu afiado e exigente espírito crítico, deram nas vistas pela estreia do baixista que, com apenas 2 semanas (4 ensaios) com a banda, se empenhou e brilhou durante a curta actuação - apenas 7 músicas. O calor prejudicou-os, mas a prestação foi eficaz e, em certos momentos, o empenho rendeu dividendos. Mustang e Latina Woman distinguiram-se. Porém, o encerramento com a instrumental-psicadélica Big Crunch haveria de colher os louros, um rabo e duas orelhas. Rabo, no bom sentido, claro. Pelo pouco tempo em palco (cerca de 40 minutos), sou obrigado a ser avarento com a nota deles: 9,8/10. E nem pensem recorrer da avaliação!

A fechar uma tarde barulhenta à brava - old school, meus amigos, old school -, treparam as tábuas da arena os Diana Jones and the Vietnam Whiskey Dancers. A Diana Jones não pôde vir, ficaram apenas 4 bailarinas de olhos em bico com uma garrafa na mão de cada uma. Dançaram pouco mas tocaram muito. E bem. Pena que a voz tenha estado no limite do volume (uns decibéis a menos, perceber-se-ia muito melhor). De resto, pouco ou nada há a apontar. A tarde estava ganha. Pela equipa do Sul, nitidamente. Nota: 7,5/10.

Claro que, depois de uma tarde de absoluto domínio do distrito de Lisboa, a malta da casa revoltou-se. Houve violência. Ainda assim a sessão de chapada e pontapé foi mais calma, melodiosa, rítmica e audível do que o concerto dos Annn... Un... der...torf... dos primeiros. O Porto é uma nação. De rastos.



-'Tás a chamar mouro a quem?
-Larga-me, cuarago... já chiega, man...
 
sexta-feira, julho 08, 2005
  Warning!


Depois não digam que eu não avisei:

BAR RIBEIRINHA - RIBEIRA, PORTO.
DOMINGO, 10 DE JULHO, 16H30.

South meets North. Live and loud.

-DIANA JONES AND VIETNAM WHISKEY DANCERS

-FEROMONA

-KING BUZZ

-URETROFIED
 
terça-feira, julho 05, 2005
  EXTRA! EXTRA! EXTRA!
O Guitarrista Famoso acaba de dar à Luz uma sobrinha.




Nem mais: pode chorar e espernear à vontade. Há-de ser do Benfica.
 
  Bad news for the northern countries
Dizem que as más notícias correm depressa. Pois bem, hoje tenho uma notícia boa. E era bom que corresse igualmente depressa e se espalhasse pelos cantos todos da blogosfera. Supondo que é uma esfera com esquinas... Enfim, adiante.

O facto que importa reter é este:

os feromona estão de volta aos palcos. Depois de uma crise de tenra idade, durante a qual o baixista se decidiu por fazer fama e fortuna noutras paragens, o potente duo fundador conseguiu recrutar um baixista novo e poderoso, constituindo assim um power-power-trio.

Mais se acrescenta que o concerto de estreia da renovada formação acontece nessa terra magnífica que dá pelo nome de Oporto... no estrangeiro - estava só a brincar, ok? Mesmo cá em Lisboa, perdão, na Moirama, diz-se Porto, tal como aí na Nação... du-uh...
É portanto uma dupla estreia para o trio.

E para mais se esclarece que o concerto não é apenas dos feromona.
Aqui vão os nomes das outras bandas no alinhamento:

-Diana Jones and the Vietnam Whiskey Dancers
-King Buzz
-Unretrofied


Adivinha-se um fim de tarde escuro, distorcido e agitado para os lados da Ribeira portuense.

Para concluir, a informação útil:

Bar Ribeirinha. Rua de S. João, Ribeira - Porto. Às 16h30. Entrada: 3€.
 
sexta-feira, julho 01, 2005
  Actualização do estado de espírito do Guitarrista enquanto ser humano
O Guitarrista está descansadamente cansado. É uma expressão meio pirosa, a rebuscar o paradoxo aparente e superficial. Assim a piscar o olho ao "contentamento descontente" do alucinado imaginário camoniano - "verdes são os campos, da cor do... limão"?! Luís Vaz: se rimares, não bebas.

Considerações literárias à parte, o certo é que o Guitarrista anda descontraído, por um lado, e cansado, por outro. E, assim, o cansaço até sabe bem. É como uma esperguiçadela madrugadora e ensonada, mas cheia de alento.

Nestes casos, uma pessoa sente-se inspirada. Quando essa pessoa é um ser especial, um artista, canaliza-se a inspiração e faz-se a arte. Como não tenho a guitarra aqui, reolvi fazer apenas a letra para uma eventual música. Será um hit, seguramente. Como é, aliás, habitual em tudo o que é criação minha.

Betadine

quando as feridas aparecem
e não sabes o que fazer
os teus sentidos estremecem
se a fissura dérmica começa a arder

bateste com o joelho na esquina da mesa
esfarrapaste as mãos no alcatrão
levaste um naifada da ciumenta da Ana teresa
abriste um cotovelo quando descias as escadas de casa da Ana Teresa e ela sem querer te empurrou e deste um trambolhão?

está descansado, irmão
na vida tudo tem solução

mete mete mete mete mete mete mete Betadineeeeeee
mete mete mete mete mete mete mete Betadineeeeeee
mete mete mete mete mete mete mete Betadiiiiii-iiiiiii-iiiiii-ne

acabou-te o mercuriocromo
nesta hora de aflição
podias ter tintura de iodo
mas não tens ido às compras, não tens tempo para nada, nem para medir a tensão

o álcool gastaste-o todo
para fazer aquela combinação
que também levava groselha e blue corazon e sabia a lodo
foi um brutal bezanão

não tenhas medo... errr... Maurício
isto são só ossos do ofício

mete mete mete mete mete mete mete Betadineeeeeee
mete mete mete mete mete mete mete Betadineeeeeee
mete mete mete mete mete mete mete Betadiiiiii-iiiiiii-iiiiii-ne

e ao fim do dia
quando a dor ligeira serenar
olha a tua carne sarando
as plaquetas todas a trabalhar
e darás por ti pensando
mais Betadine amanhã eu vou comprar
 
A música vista por dentro. A vida tocada em guitarradas ruidosas. Cuidado com o feedback.

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