Querida Guitarra
sexta-feira, agosto 27, 2004
  Peguem nos vossos instrumentos
e toquem esta malha para mim.

Para guitarra:

E--0--0--2--0--5--4--
B--------------------
G--------------------
D--------------------
A--------------------
E--------------------


E--0--0--2--0--7--5--
B--------------------
G--------------------
D--------------------
A--------------------
E--------------------

E--0--0--9--5--4--4--2--
B-----------------------
G-----------------------
D-----------------------
A-----------------------
E-----------------------

E--10--10--9--5--7--5--
B----------------------
G----------------------
D----------------------
A----------------------
E----------------------

Para guitarra baixo:
G -----------------------------------2-----------0-0---------------
D -------------------------------------4-0-----------4-0-2-0-------
A -0-0-2-0-5-4---0-0-2-0-7-5---0-0---------4-2---------------------
E -----------------------------------------------------------------


Eeeeehhhhhhhhhhhhhh! Clap clap clap clap.
 
terça-feira, agosto 24, 2004
  Melhor diálogo do fim-de-semana
(Praia de Moledo. Digamos... 5 da tarde... sei lá, estou de férias, não uso relógio. Está calor, isso sim, e a água está a uns honrosos 17º, coisa rara nas praias a norte do Douro nesta altura do ano.)

(Eu): Do que eu mais sinto falta é do público, pá.
(Uma amiga minha): Do Público?!
(Eu): Sim... sabes, estou cheio de vontade de voltar aos palcos, começar uma digressão
(Essa amiga minha): Ah... desse público...
(Eu): pelo país fora
(A mesma amiga): Tipo... the popular vilage party tour - 2004?
(Eu): conhecer gente nova
(Sim, essa amiga): Quem, os roadies ou os padres das paróquias?
(Eu): porque há muitos públicos diferentes, sabes?
(A minha amiga): E álbuns?
(Eu): Quais álbuns?
(A minha amiga): Vocês não estão a pensar gravar nada?
(Eu): Neste momento estamos mais concentrados em dar concertos...
(A minha amiga, que é um bocado chata, mas é gira): Já vi um concerto vosso e não gostei.

(Pausa)

(Eu): Tu és um bocado chata. Se o biquini não te assentasse tão bem, a conversa já tinha parado por aqui. Vamos ao banho?
(A minha amiga): Não gosto de ir ao banho.
(Eu): De que é tu gostas?
(A minha amiga): Olha,gostei muito do Rui Veloso ao vivo, por exemplo...
(Eu): Ah, bom... tudo tem uma explicação.
 
terça-feira, agosto 10, 2004
  Excelente sugestão musical
É com grande convicção e requintado bom-gosto que musicalmente sugiro:

FEROMONA AO VIVO

5ª feira, 12 Agosto, 23H00


no Netjazzcafé, no Chapitô, em Lisboa.

Hasta!
 
  A Marta
O meu tremendo fétiche desapontou-me. Com toda a minha fraqueza, via-me novamente embevecido, de quiosque em quiosque, parando para olhar as capas das revistas que trouxessem o esplendor da Marta Pereira - hoje em dia, a Marta Pereira não aparece, ocupa: de programas de televisão a revistas para homens, passando por entrevistas ao 24 Horas, está um pouco por todo o lado, como uma granada após a detonação.



Desde os tempos do Ai Os Homens - esse estandarte da TV nacional em que jovens rapazes com falta de auto-estima se predispunham a um banho numa piscina de água fria; mas, antes do momento de glória, os mesmos rapazes tinham que prestar provas do quão "giros" e "simples" eram as suas pessoas (normalmente, os concorrentes excediam as expectativas e "simples" tornava-se hipérbole, sendo o adjectivo arredondado para "básico") -, que a Marta faz parte do meu imaginário animal.

Para quem não se lembra, o Ai Os Homens tinha duas vertentes. A feminina e o resto. O resto não tem qualquer tipo de interesse. A feminina tinha a Marta Pereira. Também tinha a Raquel Loureiro e a Amy, mas essas nunca me agradaram. Eu gostava era da Marta. Aliás, se o anúncio da OK Telesseguro tivesse uma menina a dizer "Olá, fala a Marta... Pereira" eu inscrevia-me logo. Até tirava a carta de condução! Havia uma situação durante o concurso em que os concorrentes eram eliminados: alinhavam-se, em tanguinha, na borda da piscina; as modelos/animadoras iam passando por eles, um por um; esfregavam-se, davam carinhos e, no final da actividade, ou empurravam o rapazola para a água ou, caso ele não fosse eliminado, davam-lhe um beijinho. Na cara.

O meu sonho, na altura, era concorrer ao Ai Os Homens e ser empurrado pela Marta Pereira. Até tinha programado que, quando ela me viesse empurrar, eu segurar-lhe-ia nos braços e cairíamos num mergulho romântico e um bocadinho erótico. A água fria estimula à brava. Mas, entretanto, o concurso acabou, eu não concorri e acabei por esquecer a Marta.

Eis que, tantos anos depois, ela aparece por todo o lado, deixando em alvoroço o meu imaginário perverso, que tem andado muito mais activo do que seria aconselhável, uma vez que vivo numa sociedade razoavelmente equilibrada em que a discrição é um valor a preservar. Voltei a imaginar-me idilicamente, caindo à água fria, num abraço malandro à Marta. Mas hoje a TV Guia derruba as minhas últimas ilusões. Diz, na capa, que a Marta tem um namorado. Para cúmulo, e a avaliar pelo aspecto, era menino para limpar o Ai Os Homens com razoável facilidade. Oh, Marta, Marta, Marta...
 
segunda-feira, agosto 09, 2004
  Saudades tuas
Sim, falta qualquer coisa lá em casa. À noite, quando chego tarde do estúdio; à tarde, quando acordo; de manhã, quando não tenho ninguém a quem me abraçar durante o sono. A cama ficou muito maior do que eu desejaria. Para mim um berço chegava, se não tenho mais com que encher o enclave senão o meu corpo.

Existem hábitos que se colam às paredes. O cheiro pós-duche matinal - essa primavera inundadora do sono; o frenesim pós-duche, enquanto durmo e tu vasculhas os armários, em busca de peças de roupa que vestirás e que só verei horas depois; aquele teu deslizar miudinho sobre a cama, sobre o meu corpo, até que me beijas, em tom de "até logo", e eu, ensonado, resmungo "o que é que foi"; cozinhar para ti, mesmo que não aprecies - mea culpa, talvez... -, arrumar a casa a meias, ordenar o que é meu antes que lhe chegues a mão e me (des)arrumes as coisas dessa maneira tenebrosa que as mulheres têm de organizar tudo; observar-te, sentada na cama, a ler uma imbecilidade qualquer e a gostar de ti assim, sentir uma espécie de sorriso na barriga só por te ver ali; acordar sobressaltado ao sábado, fora de horas, porque me exiges que te vá comprar um gelado...

Existem estranhas reacções perante a solidão: escrever poemas insípidos, cheios de clichés pobres, e achar que estamos inspirados; revisitar as transcrições secretas daqueles "sms" que faziam tanto sentido; procurar fotografias queridas no meio das - oh, não!, arrumaste-me as prateleiras das fotos!!!... - ...e não as encontrar (e isto é coisa que provoca frustração); olhar insistentemente para o telefone, à espera que alguém ligue (e tu não ligas); concluir que os telefones não se deixam hipnotizar com facilidade; deixar-mo-nos cair sobre a cama, fingir que nunca deixaste de lá estar; permanecer até que o sono nos ampare; desistir, porque o sono não vem e tu me atormentas, aceitando que sim, de facto tenho saudades desse tempo.

Uma coisa que acontece com frequência é o surgimento de uma tentação: ouvir música lamechas. É preciso não ceder, mesmo que a vizinha ligue o RCP no momento em que os Scorpions entoam despudoradamente o "Still Lovin' You". Não. Mesmo nessas alturas resisto ao facilitismo. Normalmente, ligo o hi-fi e atiro o Jorge Palma lá para dentro...

" Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?
Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?
As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga
Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?
Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?"

Depois lembro-me de ti... e sinto ainda mais saudades tuas.

 
sexta-feira, agosto 06, 2004
  Nostalgia
Não há santo dia em que o Rádio Clube Português não interfira com a minha sanidade mental. Porém, e talvez à força do hábito, eu venho criando auto-defesas: hoje obtive uma reacção saudável aos primeiros acordes do "Penny Lane", dos míticos Beatles. Pois, adivinharam, eu faço parte daquela metade da população mundial que prefere os Beatles aos Rolling Stones. Embora também simpatize com os segundos.

Estava eu a enxugar-me, acabadinho de sair do banho, e ouço "In penny lane there is a barber showing photographs / Of every head he’s had the pleasure to know / And all the people that come and go / Stop and say hello" e começo a sorrir. Era a nostalgia a tocar-me na profundeza, sendo que, à hora de acordar, as profundezas ficam muito mais à flor da pele.

De nostalgia em nostalgia, o meu pensamento vagueante desembocou numa ideia de cristal quebradiço: daqui a uns aninhos temos os temas do Unplugged de Nirvana a passar no RCP. Constrangedor e duplamente preocupante. Cheguei-me ao espelho e verifiquei - calma, Guitarrista, ainda não tens rugas. O pensamento, que no meio do vapor do banho se torna mais escorregadio e difícil de controlar, assaltar-me-ia, em seguida, de forma ainda mais profunda: eu próprio, no tempo em que os Nirvana ainda eram, digamos assim, "contemporâneos".

Daí até à mais mítica das bandas punk-new-age-grunge-garage-alternativo-underground, foi um saltinho...

Há muito, muito tempo, numa terra distante, havia um grupo chamado Shave. Não haverá muito a acrescentar a partir daqui, a não ser que nos tornámos realmente num micro-mito da sub-cultura underground de um enclave estacionado e estagnado entre a província e o subúrbio. Para a história ficam Slut, Shirky, Underground Lover ou Blond Girl, temas que adivinhavam um futuro remediado ao compositor, um baterista prodígio, um baixista sempre bem-disposto e dois guitarristas que eram mais amigos que músicos. Memorável ainda um certo concerto na C+S local, com o palco em cima de umas mesas cujos tampos escorregavam como gelo. Um amplificador de baixo a prender a bateria para que esta não avançasse sobre o palco... até que descobrimos que o amplificador tinha rodinhas... Um encore praticamente infinito e o final da banda passado pouco tempo. Ficou a lenda.
 
quinta-feira, agosto 05, 2004
  Cantem comigo, vá
Vem
viver a vida amor
que o tempo que passou
não volta, não

sonhos
que o tempo apagou
mas para nós ficou
esta canção



(Após uma estadia, infelizmente pouco demorada, pelas areias da Quarteira, arrastando consigo marido, um rebento mal-criado, um outro semeado que lhe vai no ventre, mãe, sogra, sogro e a memória do pai, que lhe foi roubado numa comissão em '66, nos lodaçais da Guiné-Bissau, a minha vizinha, de quem o dinheiro para o camping algarvio estava contado - 15 dias certinhos -, voltou. Suspeito que, depois de ter trasladado os restos das férias quarteirenses da geleira para um regresso contabilizado ao frigorífico e de ter mudado a fralda à criança, a primeira coisa que fez foi ligar o Rádio-club. por-tu-guêêêês. Que bom.)


 
quarta-feira, agosto 04, 2004
  AVISO!!!
Já falta pouco tempo para o vosso Guitarrista favorito ir de férias.



(Guitarrista durante a sua estadia em Bushtikohr-Makur, 2003)

Quem quer autógrafos, que os peça agora. Não digam que eu não avisei.
 
terça-feira, agosto 03, 2004
  Anúncio
Há algum tempo atrás, uma estimada banda solicitou o apoio da Querida Guitarra para determinados eventos.

Resolvi responder afirmativamente à solicitação, mas não sem que antes verificasse a qualidade da banda em questão. Tive oportunidade de o fazer, assistindo à "estreia universal" do seu video-clip "Baton Original". Fiquei impressionado.

É, portanto, com orgulho que anuncio publicamente o apoio da Querida Guitarra aos feromona.

Assim, ficam desde já notificados do seguinte:

5ª feira, dia 12 de Agosto, às 23H00, no NetJazz Café (Chapitô), em Lisboa,

o o poderoso trio lisboeta feromona sobe ao palco.

Para que ñinguém se esqueça, farei questão de relembrar esta informação, quando a data estiver mais próxima.

Grato pela vossa atenção,
Guitarrista Famoso.
 
segunda-feira, agosto 02, 2004
  As fases do Guitarrista
Da cubista de Picasso à psicadélica de Roger Waters, da post-mortem de Dino Meira à hindú de John Lennon, passando pela islâmica de Yusuf Islam (conhecido como Cat Stevens, numa fase anterior), todo o artista tem a sua fase criativa. E eu atravesso uma especial: a fase 7-Up.

Pode soar estranho, talvez. Mas não é. Como Guitarrista Famoso sempre me distingui por uma capacidade especial: a de curar as ressacas. Sim, confesso, eu também ressaco.

Houve tempos, era eu imberbe, quando me alimentava de MTV, lia Mad's e considerava que "mais de três acordes numa música é um desperdício" - no entanto, e apesar da tenra idade, ressacava com alguma frequência - era um especial adepto da cura Coca-Cola. Para quem não sabe, consistia no seguinte: levantar-me da cama, prevenir a quebra de tensão inclinando a cabeça para a frente, caminhar lentamente até à cozinha, abrir o frigorífico, tirar a garrafa de Coca-Cola e beber "a olho". Repetir até o estômago - vazio, necessariamente (isto é importante) - suportar.

Durante a fase Coca-Cola produzi alarvemente. Falamos de qualquer coisa na oderm dos 150 temas. Todos eles muito mauzinhos. Mas ainda escrevi algumas boas letras. Entretanto, anos mais tarde, viria a aprender algo que muito jeito me deu: dá para tocar guitarra sem ter que fazer "power chords". Há mesmo outras formas, acreditem.

Numa segunda fase da minha criação, dediquei-me ao Sumol de laranja, também conhecido por "smólaranja", dependendo da intensidade da ressaca e da secura de lábios e língua. A terapia "smólaranja" funciona assim: sete da manhã, retirar os óculos de sol da cabeça, colocá-los nos olhos, avançar tropegamente até ao sanck-bar-pastelaria mais próximo e pedir, com bons modos "um smólaranja... bom dia. De lata". Beber rapidamente, pagar e ir dormir. No dia seguinte, caso os vestígios da ressaca subsistam, repetir o processo. Nunca fazer isto com smólaranja guardado em casa em garrafas de litro e meio: uma vez aberta a garrafa, perde gás e vai-se o efeito. Em certos casos, fica tão adocicado que causa o efeito inverso. No limite, provoca o enjoo.

A fase smólaranja foi importantíssima para mim. Delineei os meus objectivos enquanto músico, descobri o que é uma síncopa, aprendi a afinar pelos harmónicos e, mais importante, comecei a compor em português. Foi um bocado experimentalista, houve muitos erros. Foi uma espécie de travessia do deserto, busca e descoberta do meu "eu" interior e essas cenas. Sobraram três pérolas: "Homicide" (ainda em inglês) "Papagaio Absurdo" e "Crua Madalena". Ainda hoje fazem parte do alinhamento.

Eis que, após a desintoxicação do smólaranja, me julgo limpo. Erro meu. Este verão a ressaca voltou a atacar em força. Com as ressacas surgiu, inevitavelmente, uma prolífica fase criativa. O método 7-up ("sévénép") implantou-se e tem gerado bons resultados. A preferência terapêutica volta a recair sobre o consumo em estabelecimento aberto ao público, por oposição à ingestão em domicílio próprio. Contudo, o horário mudou. Hoje, levanto-me pelas três, quatro da tarde, ponho os óculos de sol (p'ra chorar... huuuu-huuuu... sem ninguém ver...) e dirijo-me ao sôr Manel, onde bebo uma sévénép de lata, em copo alto, com gelo e limão.

Posso afiançar que resulta. A minha produção criativa em português tem superado as minhas mais optimistas expectativas. Sou, neste momento, um compositor de gabarito. Como aliás podeis atestar pelas esmolas que vos deixo de quando em vez. Agora, vou ao sôr Manel.
 
A música vista por dentro. A vida tocada em guitarradas ruidosas. Cuidado com o feedback.

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