Querida Guitarra
sexta-feira, dezembro 23, 2005
  Mensagem natalícia


Boa sorte para este Natal!

São os votos sinceros do vosso ídolo Guitarrista Famoso. Porque não é fácil lidar com a família. E muito menos com reuniões familiares à volta de perus e bacalhaus. É muito animal junto. E a cena das prendas e isso também é chata, às vezes. Nunca ninguém quer o par de meias. Mas as avós às vezes não têm dinheiro. Eu tenho uma que não tem.
 
terça-feira, dezembro 20, 2005
  Planos para logo à noite


NOTA: O Baixista Famoso também vai. Só espero que a maldição não esteja activa...
 
segunda-feira, dezembro 19, 2005
  Melhor diálogo do fim-de-semana
- Versão especial: às compras para o Natal -

(Numa loja de lingerie, na Baixa lisboeta)

(Eu): Hrum... Boa tarde.
(Empregada): Boa tarde, posso ajudá-lo?
(Eu): Errr... espero bem que sim... eh-eh... estou um bocadinho nervoso.
(Empregada): Ora, não fique assim... procura alguma coisa para a esposa?... Amiga especial?... Namorada?...
(Eu): Bom... nós não somos bem bem namorados, sabe... é assim... é uma miúda que eu curto, 'tá a ver?
(Empregada): ah...
(Eu): Só que eu não sei muito bem... eu não percebo muito disto...
(Empregada): Mas já existe... digamos... alguma initmidade entre vocês...
(Eu): Errr... como assim?
(Empregada): Bom... vocês já... está a perceber?
(Eu): ...
(Empregada): Ok, adiante, deixe lá isso... O senhor tem alguma coisa em mente?
(Eu): Desculpe?...
(Empregada): Anda à procura de alguma coisa... o que é que tem em mente?
(Eu): Bom, eu... hu-hrum... na verdade não contava que me perguntasse isso, mas... sim... eh-eh... estava a pensar em começar, na cozinha, assim enquant...
(Empregado): Referia-me à lingerie...
(Eu): Ah... acho que vou levar... um... errrr.. uma... olhe, deixe lá. Agora que penso nisso, acho que vou antes comprar um avental.
 
quinta-feira, dezembro 15, 2005
  A maldição do Baixista ataca de novo (Frágil, Bairro Alto, ontem à noite)
Há coisas que não têm remédio. Uma delas é a impossibilidade de ver um concerto como deve ser, do princípio ao fim, na companhia do Baixista Famoso. Este rapaz é uma verdadeira fonte de enguiço! Depois das duas tentativas frustradas de ver os Linda Martini (a clássica do "quadro eléctrico", na Faculdade de Letras, e, mais recentemente, a sobrelotada - sobrelotada é eufemismo - prestação no Lounge), ontem foi a vez de os Ultimate Architects, em esforçada mas maquinalmente boicotada prestação, em pleno Frágil, provarem do veneno desta maldição mesquinha. O que mais me chateia é andar a pagar bilhetes a torto e a direito para ver meia-dúzia (no caso dos Linda Martini, nunca foram mais que duas) de músicas! O amigo Baixista deve achar que eu nado em notas de 50!



("E aviso já que, para a próxima, trazemos um baterista de carne e osso!", anunciava D. Architect enquanto os loops com batidas cada vez mais faziam lembrar o baterista de Deff Lepard num dia de grande bebedeira)

PS - Para os que não conhecem Ultimate Architects (eu digo isto porque ainda não conhecia... mas muitos de vós devem conhecer, suponho), deixo aqui um aviso muito sério: cuidado com eles - uma reformulação enérgica, meticulosa e melodicamente pertinante dos 80's (embora eu não seja especialista em 80's...). Uns pozinhos de Sisters of Mercy primordial com um substracto sonoro a lembrar muitas vezes Kraftwerk e uma voz que, viajando por vários registos (sempre sem perder a personalidade), tem certas passagens próximas de um Bowie ou de um Peter Murphy. A rever, sem dúvida. De preferência, sem crashes de maquinaria.
 
terça-feira, dezembro 13, 2005
  Músicos freak


"Alto e pára o baile!" exclama, visivelmente irritado, José António (de óculos e boné azul), manêiger dos Quinta do Bill. "Falta aqui o técnico de som!" É bem verdade: como pode ver-se, à direita da imagem, a mesa está vazia. O técnico de som, das duas uma: ou foi buscar mais uma mini; ou já anda outra vez metido com essas galdérias de aldeia que, sempre que vêem gente famosa, ficam doidinhas. "Aqui ninguém toca sem técnico de som!" O público protesta "buuuuu..." Mas pouco. Havia pouco pública - a popularidade dos Quinta do Bill, oh... foi chão que já deu uvas. "Eu paguei bilhete!" grita alguém, encostado à quermesse - um engraçadinho que, logo a seguir, se volta novamente para a menina com o cesto das rifas, pisca-lhe o olho e, com sorriso maroto, diz em sussurro "'tou só a entrar c'os bacanos". Hum, giro. "Ó Zé Tó, partiu-se-me outra vez a corda do violão, pá" diz aquele rapaz do colete vermelho, com ar transtornado. "Dá-lhe outro nó. Se calhar o nó que fizeste não estava bem feito. Devias ter ido à tropa. Na tropa aprende-se os nós..." "Eu não fui à tropa porque tenho pé chato, não tenho a culpa...", remata o do colete. Mais resguardado, o gajo da concertina, ali agachado, tenta não dar nas vistas. Pertencerá mesmo aos Quinta do Bill? Será um penetra? E, já agora, onde é que anda o gajo do banjo? E o outro do violino? Hã? Eu tenho para mim que isto eles foram os dois tirar rifas, mais o técnico de som. O mal das festas de aldeia é que têm muita distracção. Se calhar o gajo da piadinha do "ah, eu paguei bilhete" de há bocado, encostado à quermesse, até é mesmo o bacano do banjo. Não sei... nunca fiando.
 
segunda-feira, dezembro 12, 2005
  Máxima Guitarrística (Post nº. 300!!!)
"Se queres ser bem sucedido, na carreira e na vida, não deves vacilar e isso. Não deves complicar o que é simples. Não deves fazer curvas num caminho que é sempre a direito. Não deves esquecer-te das lições que o passado te deu. Não deves fingir ignorar aquilo que sabes. Não deves desconcentrar-te do objectivo principal. Deves ser perspicaz, confiante, pragmático e coerente. E deves sair sempre à rua com saldo no telemóvel, não vá acontecer uma cena qualquer imprevista. E, com este frio, quando saíres à rua, não te deves esquecer do gorro e do cachecol. Fónix, 'tá um frio mesmo tramado! Vê lá que ainda te constipas."

(Guitarrista Famoso)
 
terça-feira, dezembro 06, 2005
  Sobre as pessoas que nos rodeiam - conclusões inconclusivas
Introdução:

Quando digo "nos rodeiam" refiro-me a "nós, estrelas, artistas de gabarito". Podeis portanto desarremelgar a pestana: esta não será uma teorização sobre a gentinha medíocre a que o meu bom povo auditivo tem a indecência naïf de dividir em "amigos", "conhecidos", "colegas", "família" e "o chefe". Nada disso. Nos meios artístico-intelectuais a malta manda chapadas nas costas uns dos outros e trata-se por "chaval", "maluco", "camarada", "compincha" ou "palhaço". Sim, eu também conheço palhaços. E não, isto não é uma piada (?) nem tão-pouco uma frase com um segundo sentido mal disfarçado. Eu conheço MESMO palhaços, ok?



1.

O pessoal que gravita em nosso redor - "nosso" significa "dos génios criadores", já se vê - é rês de origem diversificada e raramente demarcada. É claro que os "camaradas" ou os "compinhchas", aqueles raros com quem mantemos uma relação de relativa e contida admiração mútua, é tudo gente de bem, com o seu pedigree artístico: os tiques são-lhes espontâneos e naturais; a cultura geral é-lhes praticamente inata; o mau feitio vem-lhes das entranhas; fumam tabaco de caixa ou pacote mole. Já a malta menos dotada do ponto de vista artístico-intelectual (já nem misturo com "genialidade" nem "poder de criação") é detectável à légua: têm uma tendência deprimente para a depressão; imitam os tiques dos génios; bajulam os génios; fumam tabaco de enrolar; às vezes usam gabardinas; às vezes não; raramente têm ideias; mais raramente ainda alguém se preocupa com as ideias que têm. Fingem que têm mau feitio, chegam a forçar os amuanços - caríssimos, génio que é génio tem que fingir constantemente que NÃO está amuado! Nunca o contrário. Somos umas autênticas crianças birrentas e exigimos respeito ou então desatamos já a bater o pezinho e a fazer "bbrrrruuuuhhhhh" soprando pelo canto da boca. Perceberam a ideia? Isto não é imitável, já vem no organismo. Por cada Si de sétima seguido por um Lá menor, são três ou quatro jarras atiradas à parede! Por cada refrão em falsete, são meia-dúzia de copos de água na cara do técnico de som! Não é fácil. Mas perguntem às ex-mulheres do Picasso se, por acaso, sabem a definição de "sociopata".



2.

Este pessoal assim mitra, que muitas vezes acaba por se dedicar à música pimba ou a outras formas de expressão subintelectual e desinstruída, pode ser perigoso. Claro, não é o seu QI que nos pode afrontar, não senhor. Mas, em contrapartida, isto é gente que se locomove à custa do mais poderoso e tóxico dos combustíveis: a Inveja!

3.

Reparem, não é que a gente não os tope. Os tiques repetem-se e até são, provavelmente, hereditários: já os seus pais haviam bajulados os "doutores"; os seus avós ofereciam galinhas ao capitão para o filho não ir p'ró Ultramar levar tiros dos turras; os seus bisavós, que até mastro tinham para a bandeira da casa de Bragança, depressa interiorizaram as vantagens da vigorosa República; dos seus trisavós nem reza a história, mas decerto hão-de ter lambido o chão e as botas de qualquer senhorinho que se lhes aproximasse.

3. a)

No entanto, esta manteiga que o "essencialmente pobre" (doravante, chamar-lhes-emos assim) teima em barrar sobre nós (errrr... ok, tentem não visualizar a imagem...) acaba por nos acalmar o(s) ego(s). Sim!, nós, os génios, temos egos duplos: um para se alimentar do mundo, outro para o arrotar em seguida. Pelo que qualquer expressão do tipo "és um génio", "és mesmo um génio", "és um deus", "és um deus genial", "sim, Guitarrista, sim, sim", "és o maior", "és um adónis e surpreendentemente ágil, ainda por cima", "é a melhor música que alguma vez ouvi" ou "faz vários filhos de uma assentada, a mim e às minhas amigas" é uma expressão que se arrisca a ser bem acolhida em nosso leito senhorial. Especialmente aquela do Adónis, pela qual nutro particular carinho. São delicadezas que nos amolecem, que nos derretem. Lá está, que nos alimentam um ego e certificam a digestão do outro. O "essencialmente pobre" é um ser dissimulado. Por vezes, quando é esperto o suficiente, chega a ser astuto: sabe como derreter-nos.



4.

E a questão que aqui se põe nem sequer é relativa à falta de honestidade na sua atitude bajuladora: é certo que isto é gentalha que nos adora! É certo que vibram connosco! É certo que, no caso daquela do Adónis (um beijinho para ti, fofa, e para o resto do pessoal de Queluz de Baixo), há até quem... errr... enfim... se entusiasme e... e, às vezes, grite um... um bocadinho. Hru-hrum... Portanto, dizia eu que existe aqui um fundo de verdade na profunda admiração que nutrem por mim. Ou, se quisermos generalizar, que nutrem por alguns de nós. A tal Inveja que os move é, em simultâneo, o veneno que os consome, a adoração permanente e enraízada que lhes martela na cabeça, a toda a hora, a cada segundo "sou tão fraquinho, gostava tanto de ser como o Guitarrista, ai, ele é tão fixe e tão cool... ODEIO-O! ODEIO-O! ODEIO-! Porque o amo, porque ele é meu amo, o meu senhor, guru, mentor e eu... snif... eu não queria nada que isso fosse assim... eu gostava era de ser eu a ser ele... por favor... ODEIO-O! ODEIO-O! ODEio-o! Odeio-o... odeio...o..." Bom, acho que fui suficientemente explícito. Diria mesmo exaustivo. Praticamente.

5.

Temos, portanto, que o "essencialmente pobre" é indivíduo sem estirpe, sem carácter e com uma ambição imensa. É gentinha capaz de - metaforizando, claro - se deitar na linha de comboio só porque pensa que nos pode fazer descarrilar. Mesmo sabendo que serão trocidados. E que devemos fazer quando isto acontece (a história da linha de comboio)? Eu, no meu caso, costumo não ligar. Finjo que não se passa nada. É que nem acelero: mantenho a locomotiva em velocidade de cruzeiro e assobio para o lado. Às tantas o "essencialmente pobre" acaba por perceber a ideia: não, tu não me interessas para nada; só gosto de ser bajulado e é por isso que te aturo. Se te desviares, podes continuar com a tua existência medíocre, venerando-me em frente aos outros e violentando o teu estômago com ódio mesquinho na tua privacidade. Agora, se não levantares essse rabo irrelevante dos carris, ver-me-ei obrigado a aceitar um novo verme no meu círculo de "povo auditivo mais próximo" - o lugar que ocupas, sendo inútil, permite-me levar a vida sem nunca me sentir frustrado.



6.

Pronto. Era só para dizer isto. Espero que tenham gostado.
 
segunda-feira, dezembro 05, 2005
  Ensaio sobre a ausência
 
A música vista por dentro. A vida tocada em guitarradas ruidosas. Cuidado com o feedback.

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