Querida Guitarra
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
  O desleixo
Forma de criação muitas vezes menosprezada, o desleixo é uma verdadeira demonstração virtual criativa, que produz no espectador - ou receptáculo passivo - o desejo de algo novo com que possa alimentar o intelecto e, por consequência habitual quando a criação é minha, humilhar o seu amor próprio. Verdadeiro gerador de emoções, o desleixo não colhe da crítica comum a avaliação justa para o seu potencial. E, para os mais exigentes e racionalmente hábeis, que estranharão a minha frase anterior (e estarão, neste meomento, em fase de exaltação neuronal tentando refutar o que exponho), aqui fica a explicação: o desleixo é a criação-mor, o opus. Só que é-o em potência. Porquê? Porque é tudo o que de melhor alguém pode esperar do criador, mas na sua forma concreta mais inexistente, isto é, em termos práticos, nada; em termos teóricos, possivelmente a perfeição.

E se trago esta temática à luz dos pixéis com que vos ilumino o rosto - eventualmente disfarçando expressões passíveis de denúncia do acto, por se encontrarem em período laboral, naquela altura do dia em que se dá a escapadela a ver o que se escreveu nos blogs - é tão somente porque recebo, todos os dias, centenas, ou mais que isso até!, de reclamações pela não actualização da Querida Guitarra. Isso é um erro! A minha atitude inactiva pretende apenas criar em vós um quociente de receptividade para que eu possa escrever a minha obra-prima, garantindo, a priori, um índice de sucesso que se lhe adeque. Ou então, escrever outra coisa qualquer. De qualquer modo, desde que haja um post novo, o meu povo auditivo fica contente...
 
terça-feira, fevereiro 22, 2005
  Músicos freak


Depois de várias experiências frustradas de volta de uma pequena harmónica, que o pai lhe dera antes de partir para paragens descontortavelmente vietnamitas - das quais regressou prematuramente: metade num caixote de chumbo; o restante em vários pedaços razoavelmente desorganizados -, Kenny G decide ir viver para o Estuário do Tejo e dedicar-se afincadamente ao saxofone. Isto, apesar dos protestos da Quercus, segundo os quais os pelicanos "se agitavam" e "tinham dificuldades acrescidas no controlo de natalidade, por culpa do excesso de acasalamento" devido, "alegadamente" e apenas em parte - porque os pelicanos também são danados...- às "melodias melosas e peganhentas desse estrangeiro que vem p'ráqui tocar corneta". Entretanto, e como é visível na foto, o músico decidiu cortar o cabelo, tentando, deste modo, passar "mais despercebido" entre a comunidade de aves protegidas que habitam as margens do Tejo. Ao que a Querida Guitarra apurou, as melodias melosas e peganhentas não sofreram, até à data, qualquer tipo de alteração.
 
sábado, fevereiro 19, 2005
  Especial Eleições
Hoje é dia de reflexão. Por que não, então, reflectir? A Querida Guitarra oferece-lhe as sondagens menos fiáveis, os pensamentos mais curiosos e outras cenas fixes. É só continuar a ler.

SONDAGEM QUERIDA GUITARRA:

PCTP-MRPP: 3 deputados.
Partido Humanista: 8 deputados.
POUS: 4 deputados.
Bloco de Esquerda: 48 deputados.
PSD: 6 deputados.
Nova Democracia: 114 deputados.
PNR: 35 deputados.
CDU: 31 deputados.
CDS-PP: 1 deputado.
PS: 7 deputados.
Abstenção: 4 deputados.
Brancos: 2 deputados.

(Universo: várias pessoas que me mandam e-mails a dizer que eu devia fazer campanha pelos partidos mais pequenos e extremistas; alguns antigos membros do extinto MIRN; Garcia Pereira e família; vários anónimos que eu suspeito que sejam o Manuel Monteiro sob pseudónimos imaginativos como "Mulata Gostosa, 19 anos, busto 44, atende em privado, das 8h às 22h, apartamento em Caneças", entre outros; operários fãs de Carmelinda Pereira; Dina; pessoal do Chapitô; José Saramago e esposa; outros/gente-não-identificada/abstencionistas em geral/não recenseados.)

Dá que pensar. Primeiro, a questão logística: como colocar quase 250 pessoas numa Assembleia da República com apenas 230 lugares. Alguém vai ter que ficar nas galerias. E é natural que, às tantas, venha de lá a PSP dizer que "os senhores não se podem manifestar". A Democracia está diferente, é o que é. Segundo, o PS ganha claramente ao PSD. Humilhação completa para Santana Lopes. Os sociais-democrats estão em crise. É ainda de ressalvar e sublinhar o excelente resultado da Nova Democracia, à beirinha da maioria absoluta. José Sócrates devia pôr os olhos em Manuel Monteiro.

AGORA ALGUMAS DISTINÇÕES PARA "OS MAIS COOL":

Genérico original mais cool: Dina - PND.
Genérico adaptado mais cool: "A Internacional" - PCTP-MRRPP.
Melhor discurso: PNR.
Discurso mais generalista: Partido Humanista.
Melhor personagem pricipal: Garcia Pereira.
Melhor personagem secudária: prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Melhor cachecol: Santana Lopes.
Prémio carreira: Garcia Pereira.
Prémio "fica para a próxima": Santana Lopes.
Prémio "Pessoa Discreta": Heloísa Apolónia (Os Verdes/CDU).
Prémio "Pessoa Inconviniente": Aníbal Cavaco Silva.
Óscar Melhor Argumento Original: PNR ("Em Setúbal a população vive agitada (...) por causa da criminalidade, da droga, dos imigrantes e da prostituição").
Óscar Melhor Argumento Adaptado: PS ("Estes senhores deixaram o país numa situação desastrosa").
Óscar Melhor Sondagem: Querida Guitarra.

Posto isto, meu caro povo auditivo: amanhã ide votar. Ide. Votai bem, em consciência e com juízo. E, não vos esqueceis: apostai. Eu já fiz a minha aposta: ganha o PND. Com música da Dina, a vitória está ao virar da esquina.
 
terça-feira, fevereiro 15, 2005
  Na cama com...igo
1. Have you ever used toys or other things during sex?

Hum... errrr... sim. Ursos de peluche, durante a puberdade. Ao fim de um certo tempo, perde a piada. Entre outras qualidades...

2. Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?

Sim, definitivamente. Varinhas mágicas, por exemplo.

3. What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?

Uma orgia necrófila. No cemitério dos Prazeres, obviamente.

4. Who gave you this dildo?

Uma fã. São as fãs quem me dá tudo o que tenho. Incluindo a actividade sexual. Por falar nisso...

Os visados, abaixo, respondam às perguntas e escolham mais 4 Blogueiros.

Pacheco Pereira

Barnabe

Menina Rica

Rosa Purpura
 
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
  Arte: expectativas, perspectivas e funções
1- O autor-criador:

Defina-se esta personagem como "aquele que vos ilumina". Eu, neste caso. Digamos que somos uma espécie de Garcia Pereira, mas em importante. Temos brilho, carisma e vontade de intervir. Criamos! Condicionamos correntes estéticas, tendências de pensamento e p.v.p's. Sobre nós fazem-se reportagens, críticas, recensões e entrevistas. Sem nós, o que seria do Blitz, do Mil Folhas, do Jornal de Letras, do Y e de todas as outras publicações que, chatamente, insistem em ligar-me "ah, Sr. Guitarrista Famoso, eu sou uma estagiária aqui no Expresso, venho de boas famílias..." Claro que estou sempre disposto a falar ao meu bom povo auditivo. Mas às tantas cansa. Um bocado.



1.a) Expectativas:

Um artista espera de si mesmo o inatingível. Pode soar estranho, mas é assim mesmo: um artista que se realize, que se concretize numa só peça ou um só gesto ou um só texto, pode atirar-se, logo a seguir, de um penhasco com os bolsos cheios de chumbo. Um penhasco alto. Tipo, da altura do Hotel Sheraton, no mínimo. Se for um penhasco pequenino, tudo pode correr mal e a vida transforma-se numa tenebrosa e centrífuga inconsequência. Fora as fracturas. A piada de ser artista é concluir constantemente que se pode fazer melhor. É, ainda mais, ambicionar esse melhoramento. Nós somos seres em constante mutação. No bom sentido. Eu, por exemplo, que percorro o trilho do supremo e almejo o estado mais mínimo da imperfeição - eu sou homem, não sou divino, ora essa!... -, dou por mim emendando-me, aprendendo-me e reconstruindo toda a realidade que engulo, às migalhas, no dia a dia. E vomito, às fatias, nas vossas gamelas. É arte!

1.b) Perspectivas:

Sobre isto eu já falei. O artista não olha para o mundo como vocês, mortais vulgares. O artista normalmente usa óculos, por causa de trabalhar à noite e ter pouca luz e ter que ler e pintar. E outras coisas. Além disso, o criador - como eu, por exemplo - é um ser excelente. Uma espécie de membro do Partido Humanista, mas em racional: a busca do ser Humano que há em cada um de nós, artistas, faz-se absorvendo o mundo e construindo, a partir desse exercício, uma irrealidade paralela - sob as notas de música, as pedras esculpidas ou as telas sujas com tinta aleatória -, pronta para ser recebida passivamente pelo espectador. Isso também tem piada. E é por isso que a maior parte dos artistas foi para artista. É quase como ter um revólver carregado num banco de urgências de um hospital: faz-nos sentir poderosos.

2- O espectador:

2.a) Expectativas:



Como diria - e diz - o meu bom amigo Selvagem, "O criador pode fazer o que quiser desde que não aborreça os espectadores". O espectador espera, portanto, ser entretido. Daí a recorrente confusão entre "arte" e "entretenimento". A arte, propriamente dita, pode vir a revelar-se menos atraente para o espectador do que o entretanimento, uma vez que a primeira busca algo antes da satisfação do espectador. Chega mesmo a ignorar o espectador no momento em que nasce ou passa a existir, ainda que em potência. Quem tem paciência para assistir a um recital de ógão com interpretações de Bach, quando pode tão simplesmente chegar ao Pavilhão Atlântico e ver a Madonna? A Madonna é muito mais mexida... Mas há quem consiga conciliar as duas vertentes: arte + entretenimento. Há quem o faça com inocência e há quem saiba manipular a obra e o culto, tornando-se popular, por um lado, e elevado acima da mediocridade, por outro. Exemplo paradigmático é Emir Kusturica: a crítica ama-o; o povo adora-o. É inteligente, pertinente, sensível e, claro, entretido. E é assim que vende o seu detergente. É de boa qualidade, é certo. Mas é detergente. Contudo, é disto que o povo gosta e é isto que o povo espera: pagar e ser bem servido. Sem contestação.



2.b) Perspectivas:

O espectador olha para a arte da mesma meneira que os eleitores olham para Santana Lopes: acham-lhe graça mas ninguém o quer para nada. O povo, tanto o auditivo como as outras tribos de passivos que aguardam o produto artístico de receptáculo intelectual (salvo seja) aberto, não percebe a "arte". Não atinge, não chega lá. Ou uma pessoa explica "o que é aquilo" (aquela mancha azul do Miró, aquela sequência anti-ortográfica de vírgulas do Saramago, aquele feedback doído do Guitarrista Famoso, seguido de um poderoso mergulho na multidão...) ou o povo sai boqueaberto mas pouco emocionado. E o boqueaberto tem mais a ver com o sono do que com o espanto. O povo quer lá espantar-se...
 
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
  Arte e expressão - intenções e formas
Tenho discutido sobre o assunto com um amigo meu. Antes de começar, e porque sei que muitos de vós, que lêem o Correio da Manhã e o 24Horas e a TV7 Dias, acham que estas discussões são "estéreis" e "intelectualóides", digo-vos: se não estão com paciência, não leiam. Do lado direito écrã existe uma lista de blogs que considero de algum interesse (de muito interesse, nalguns casos) e que poderão ajudar-vos a suprir a falta de leitura deste texto. Está feito o aviso.





1- Arte é uma forma de expressão do ser humano. Com que objectivo se expressa o ser humano? Por necessidade? Por vaidade? Por ostentação? Pela simples comunicação? Tenho para mim que, ao expressar-se por qualquer que seja a forma de arte - e desde que esta seja genuina -, o ser humano injecta no objecto criado um pouco de cada um dos objectivos atrás mencionados, bem como outros "tiques" (no bom sentido) que lhe queira imprimir. No fundo, existe uma tentativa de auto-superação, uma busca utópica da perfeição, que ainda que sabida como inexistente e inatingível, é tida, num plano ideológico, como motor de toda a criação.

2- Enquanto forma de comunicação, a expressão artística não deve ter como intenção fundamental ser críptica ou, pelo menos, não sê-lo de um modo gratuito. Mas deve, no entanto, buscar a elevação. O criador não deve submeter-se à vulgaridade do quotidiano, mas antes reinventá-lo, ou mesmo ausentar-se dele, procurando (reinventando) novas paisagens imaginárias e, então, criar sobre elas.

3- A estética é fundamental na criação artística. A busca do belo - mesmo que este se revista de horror - nunca deve ausentar-se do acto de criação. O Homem tem emoção e inteligência. É na união destas duas vertentes que deve buscar a sua própria catarse, atirando ao mundo o seu próprio produto. Existirá no objecto um reflexo do seu criador. Porque o criador deve acrescentar algo, não se limitando a reproduzir objectos anteriores e formas anteriores. Cada criador é único.

4- No limite, e numa abordagem nietzschiana, a transposição da realidade dos homens para a criação artística tem como resultado o vazio e a indiferença. A morte da arte está na sua proximidade ao real/repetição do real. Para eventuais dúvidas, aconselho a leitura d' A Origem da Tragédia.

5- Posto isto, não considero que a obra de arte deva ser de um modo específico, respeitando um padrão pré-estabelecido, mas antes existir e impor-se pela sua individualidade, não esquecendo nunca as razões que a trouxeram ao mundo. Será exagero comparar o urinol de Duchamps ao "Beijo" de Rodin. Mas ambas se mantêm intemporais e únicas.



 
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
  The best of brazilian Carnival poetry
CACHAÇA
(Popular)

Some people say cachaça is water
but cachaça isn't water, no it is not!
the cachaça comes from de Helen Beek
and the water comes from the big river

some people say women are hot coal
but women aren't hot coal, no they are not!
The hot coal gives a little heat
and the women gives a hell of a hot

MAMA I WANNA
(Popular)

Mama I wanna
Mama I wanna
Mama I wanna suck
give me the shoopet
give me the shoopet
give me the shoopet for the baby don't cry

OPEN WINGS
(Chiquinha Gonzaga)

Oh, open wings 'cause I wanna pass
oh, open wings 'cause I wanna pass
I'm from the lira I cannot denie it
I'm from the lira I cannot denie it
Oh, open wings 'cause I wanna pass
oh, open wings 'cause I wanna pass

rose of gold is gonna win
rose of gold is gonna win

ALLAH-LÁ-Ô
(Haroldo Lobo-Nássara)

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
what a heat, ô ô ô ô ô ô
we walked through the desert of Saara
the sun was hot
it burned our face

we came from Egipt
and lots of times
we had to pray
Allah! Allah! Allah, my good Allah!
throw water to the yo-yo
throw water to the ya-ya
Allah! My good Allah!

MAIMBÊ DANDA
(Daniela Mercury)

Run, Cosme has arrived
doum alaba
dam iao jaçanã
to take and to let
fun of ere
and watching people sambating

my look laque
I told to cacheate
touch my body to see
I'll sing maimbe
for you to get finished

maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda
maimbe, maimbe, danda

zum, zum, zum, zum zum baba
zum, zum, zum, zum zum baba

bring the avenue with you
I was waiting for maimbe

zum, zum, zum, zum zum baba
zum, zum, zum, zum zum baba

Run, Cosme has arrived
doum alaba
dam iao jaçanã
to take and to let
fun of ere
and watching people sambating

oia eparrei
teach me how to spy with the eyes of the one who blinds me with love
I'll sing maimbe, for you to get finnished

AURORA
(Mário Lago-Roberto Roberti)

If you were sincere
Ô ô ô ô Aurora
just watch how nice it would be
Ô ô ô ô Aurora

A beautiful apartment
with doorman and elevator
and fresh air
for the hot days
"madame" before the name
you would have it nowadays
Ô ô ô ô Aurora

BALANCÊ
(Braguinha-Alberto Ribeiro)

Oh, balancê balancê
I wanna dance with you
get in the wheel brunette just to see
Oh, balancê balancê

When pass me by
pretending you don't see me
my heart almost fall to pieces
int the balancê balancê

You were my sea-card
you were my ABC
and so I am the greatest wonder
in the balancê balancê

I take my life thinking
thinking only at you
and the time passes by and I'm getting finished
in the balancê balancê

THE HAIR OF ZEZÉ
(João Roberto Kelly-Roberto Faissal)

Look at the air of Zezé
I wonder if he is
I wonder if he is

Is he bossa nova
is he Maomé
he looks like transviated...
but that I don't know if he is
Cut his hair!
Cut his hair!
 
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
  Um texto
Os meus problemas auditivos não têm tido melhoras, mas, como não escrevo com as orelhas nem orgãos adjacentes, e visto que o meu estimado público quer é música - que é como quem diz, está farto de ler e reler os mesmos textos da Querida Guitarra desde há dias -, eu escrevo mais um texto.

Por acaso, não tenho nada de particularmente belo ou interessante para dizer. A não ser que faça uma auto-descrição pormenorizada, não vejo outro motivo de regozijo vosso com coisas que tenha para vos dizer. De qualquer modo, e porque a minha vida também é isto, eu escrevo mais um texto.

E depois eu também desconfio que o meu bom povo auditivo anda farto de abrir o blog e deparar-se invariavalmente com esta gravura que postei no início da semana, recorrendo a práticas habituais mas pouco leais de linkagem blogosférica. A gravura é bonita, tem sentido e emoção. Mas, na verdade, vocês, que nunca visitaram o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian e não apreciam a arte, o que querem é que eu escreva mais um texto. Como vos respeito - para mim o público é uma manada de vacas sagradas -, escrevo mais um texto.

Claro que virá gente reclamara que "queria era mais um Melhor Diálogo de Fim-de-semana" e isso. E eu confesso que tentei. Liguei para a RTP para tentar contactar com aquela senhora dos gestos que faz a legendagem manual dos programas do José Hermano Saraiva, na 2:, para contracenar comigo no tal diálogo. Acontece que, surdo como estou, o telefonema não passou de um completo acto falhado, redundando no mais que inevitável silêncio - essa coisa habitual nas pessoas que nascem sem orelhas nem isso. Infrutífera, portanto, a minha tentativa de Dofimdessemanamelhordialogar. Ainda assim, e mesmo sem qualquer espécie de tema ou inspiração a servir-me de dínamo, escrevo mais um texto. Só para você, meu querido fã.
 
A música vista por dentro. A vida tocada em guitarradas ruidosas. Cuidado com o feedback.

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